Wilson Teixeira.

Decididamente, tudo não passa de um grande lero

Acabo de ler na página de economia do site do Globo, que “Eike anuncia criação de empresa de carvão”.

http://oglobo.globo.com/economia/eike-anuncia-criacao-de-empresa-de-carvao-4906108

Para o Brasil, serão destinados 3 milhões de toneladas de carvão por ano para a usina termelétrica do Maranhão e para as duas outras usinas no Ceará. As três usinas entram em operação no fim deste ano. No Porto de Açu, no Rio de Janeiro, serão destinados 2,5 milhões de toneladas de carvão por ano. No Rio, embora a licença ambiental já tenha sido concedida, ainda não há uma data para o início da construção.

Decididamente, fica claro para mim, que a questão ambiental não passa de um grande lero !

Wilson Teixeira

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Algo me diz que a Rio+20 vai ser um fiasco

Há cerca de um mês para o ôba-ôba da Rio+20, a agência oficial de turismo escolhida em licitação pelo Itamarty para se atravancar no processo de reserva de hotéis, joga a tolha e vai liberar as vagas na rede carioca, que não receberam reservas para o período de 12 a 19 de junho.

Segundo reportagem no site da Globo, o total representa 55% das unidades disponíveis nas categorias 4 e 5 estrelas, sinalizando que a procura, até o momento, não atingiu a metade das previsões.

http://oglobo.globo.com/rio/com-isencao-de-taxa-de-agencia-oficial-vagas-em-hotel-para-rio20-ficarao-ate-33-mais-baratas-4898806

A mesma notícia também confirma o cancelamento da participação da delegação de eurodeputados no evento.

Outro dia foi noticiado que, além de Angra III, que já está em processo de andamento, o Brasil não construirá nenhuma outra nova usina nuclear no curto é médio prazo. No caso de necessidade, vamos partir para as térmicas convencionais a carvão. O carvão também é a grande esperança do Japão para poder fechar todas as suas usinas nucleares.

O shale gas, do qual nada se comenta por estas plagas, é a esperança dos EUA em conseguir a auto-suficiência energética, queimado hidrocarbonetros, é claro.

Isto não tem nada a ver com o discurso que nos impigiram nos últimos tempos, a respeito do verde, levando-me a entender que tudo não passava de uma grande treta.

A Alemanha, grande  incentivadora do verde, através do finaciamento generoso, está fechando as torneiras, por motivos óbvios.

Tudo me leva a crer que o o grande boom do GREEN não passa de um GREENING BUSINESS.

No dia 04 de outubro de 2011 eu publiquei, aqui no blog, que a “Fatura Ambiental vai ficar em aberto”. No mês seguinte, em 29 de novembro, eu dizia neste blog que “O verde amarlou” e, logo em seguida, que ”O verde amarelou e já apodrece… Kioto é passado”.

Alguém ainda se lembra de Kioto ?

Em 15 de fevereiro deste ano, sob o título “A capacidade de conseguir olhar por cima do muro” eu colocava a frase de Kotler, de que “O futuro não está à nossa frete. Ele já aconteceu”

Só estou postando tudo isto, no blogo do site de uma conceituada instituição de educação continuada, para sinalizar aos atrasadinhos, que um reposicionamento se faz necessário, pois “quem corre atrás, chega por último”. Só chega em primeiro lugar, quem corre na frente.

Quem viver, verá.

Wilson Teixeira

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Para onde vai a Europa e a infuência disso sobre nós

Independentemente de para onde vai a Europa, a venda dos produtos alemães e europeus, de uma forma geral, está caindo e nunca mais será a mesma. Isto não se deve à crise européia, mas a um fenômeno chamado China. Resta portanto à Europa, fortalecer aquelas atividades em que ela é insubstituível ou ainda possui grande vantagem competitiva.

A Europa é insubstituível no turismo cultural de qualidade. Quanto a isto eu costumo dizer que “A Europa deve ser preservada para o desfrute e o deleite das futuras gerações das novas civilizações emergentes”.

Em segundo lugar, estão algumas pesquisas de ponta, como por exemplo na química fina (fármacos) e iluminação (lâmpadas e luminárias).

Com respeito à iluminação, em que os maiores fabricantes são europeus, tanto de lâmpadas (Philips e OSRAM) quanto de luminárias (ERCO, Zumtobel, Trilux e outros), o advento do LED em larga escala será catastrófico para esse segmento da industria européia pois os atuais líderes da geração “lâmpadas”, não suportarão a concorrência dos LEDs, fabricados por inúmeros ilustres desconhecidos, de origem genérica ”ching-ling”.

A saída dos atuais líderes do mercado de iluminação também encerrará com a pesquisa de valor nessa área, pois isso não é da gênesis dos fabricantes genéricos ”ching-ling”e, em termos globais, a tecnologia da iluminação, em todo o mundo, logo terá um futuro apocalíptico ao melhor estilo “Mad Max”.

O futuro da Europa ainda dependerá, fundamentalmente, da reposição de população genuinamente européia, responsável pela sua linhagem cultural, pois com taxas de natalidade abaixo de 2 filhos por casal, a população predominantemente européia, em poucas décadas, será de outras origens culturais, e a Europa, como a conhecemos, ficará apenas na história.

Não é a toa que, países como Portugal, que sempre exportaram gente, estão agora concedendo nacionalidade portuguesa, para quase qualquer um que comprove ter alguma ascendência lusitana. Trata-se de uma estratégia de reposição da população nativa portuguesa, com base na diáspora, já que “a produção local” está se mostrando um grande falhanço.

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O Ocidente está prestes a declarar guerra à China! Será uma luta desigual e o ataque será a qualquer momento

Escrito por Giuseppe Tropi Somma

Os motivos são graves. A China vinha sorrateiramente se preparando há tempos com estratégias para enfraquecer o futuro inimigo. Ela conseguiu, destruindo todas as estruturas econômicas dos países ocidentais. O Ocidente está em profunda crise econômica, só resta reagir com o uso de sua estrutura militar antes que seja tarde demais.

Por isso o primeiro ataque será a qualquer momento. Você se assustou? Ainda bem que podemos brincar com coisas sérias numa situação seríssima.

A economia ocidental realmente está em profunda crise e todos querem culpar a China. Mas a China não tem culpa nenhuma. Ela apenas retirou o pano sob o qual se escondiam os resultados negativos que as falsas políticas sociais produziram no Ocidente. É necessário ter política social, mas isso é tarefa de governo e não se pode impor tal tarefa ao cidadão que cria empregos. Quando se cria vantagem para uma pessoa e desvantagem para outra, é óbvio que se cria um desequilíbrio operacional, e um dia a conta chegará ao próprio beneficiário.

As políticas sociais, no âmbito trabalhista, são 100% originárias da demagogia política, porque são direitos artificiais oferecidos às custas de quem, ao criar um emprego, já está praticando o maior ato social. Um direito trabalhista não é um direito social, ele é um assalto institucional que obriga a vítima (o empregador) a colocar a mão no bolso e passar o dinheiro para uma terceira pessoa (o empregado), do qual o assaltante (o governo) espera um repasse da parcela em forma de “voto”.

E chamam isso de política social. Puro engano! A verdadeira política social é quando toda a sociedade, representada por seu governo, se mobiliza para ajudar quem necessita, mostrando como deveria realmente ser eficiente com a saúde, a segurança, a educação, para seus cidadãos contribuintes. Mas ele não o faz, para priorizar com mais recursos os salários milionários do corporativismo do Estado; para alimentar a corrupção e acobertar a incompetência administrativa, expressa na má qualidade dos eleitos pela maioria inculta ou inconsciente de eleitores. A carga tributária e a ineficiência administrativa são diretamente proporcionais ao índice de corrupção e demagogia do país.

Nós só temos que agradecer, e muito, à China. Quando um político, demagogo por excelência, fala que mais de 40 milhões de brasileiros chegaram à classe média nos últimos anos não é porque o poder de compra deles aumentou, mas é porque o produto do sonho de consumo deles tornou-se muito barato e acessível, graças à China. “Não foi Maomé que foi à montanha, mas a montanha que foi até Maomé.”

Não fosse pela China, nós estaríamos pagando mais de R$ 500,00 por uma camisa e não R$ 25,00. Uma chapa de agulhas para máquina de costura reta, que há 30 anos se importava do Japão por US$ 6,00 (seis dólares) e se vendia por R$ 30,00, hoje se importa por US$ 0,20 (vinte centavos de dólar) e se vende por R$ 1,00. Tudo isso porque a China tem uma carga  tributária entre 10% e 12% do PIB, e não de 40% como a nossa. Porque o chinês ama o trabalho e sua produção de um dia vale por cinco dias de produção de um trabalhador ocidental. Produz bem e barato porque vende apenas seu trabalho e não leva para a empresa empregadora obrigações produzidas por direitos artificiais de leis demagogas que só servem para aumentar o custo do produto e a ociosidade do trabalhador.

Na China recolhem-se apenas tributos para a previdência social.

Prestem atenção a esta realidade da nossa sociedade: Quando uma pessoa vai trabalhar para uma empresa, só fica preocupada com os direitos que os políticos criaram para ela, como vale-transporte e alimentação, direitos de maternidade, paternidade, férias, 13º, PLR etc., e reclamando de trabalho escravo, movimentos repetitivos, acúmulo de funções, pressão psicológica, carga horária rigorosa, riscos na viagem de ida e volta ao trabalho etc.

Mas quando essa mesma pessoa, não encontrando trabalho nas empresas, decide montar seu próprio “ganha-pão” em casa, com uma máquina de costura ou outra coisa, ela passa a trabalhar 15, 16 horas por dia, visando a uma grande produção e boa qualidade. Quem é, nesse momento, seu escravizador? Ninguém. É a sua vontade de trabalhar. Quem é que está lhe tirando os direitos? Simplesmente não existem direitos. Existe, sim, a grande perspectiva de ser bem-sucedido, porque o sucesso só se alcança com muito trabalho, e não com direitos artificiais.

E lá na China essa filosofia não é de uma pessoa, mas de toda a nação. É no trabalho que os chineses estão encontrando a solução de todos os seus problemas, o sucesso de 1,5 bilhão de pessoas. Então nosso inimigo não está na China, mas dentro de casa. Em tudo o que torna nosso produto caro. Está na corrupção, na impunidade e, acima de tudo, nas leis trabalhistas, que só foram engenhadas e serviram para levar ao poder políticos corruptos e sindicalistas demagogos.

Pior que, em pleno século 21, com o povo já culturalmente evoluído, ainda há “caras de pau” insistindo em novas leis, querendo reduzir a semana de trabalho de 44 para 40 horas, e que, com o Projeto de Lei 3941/89, já conseguiram aumentar o tempo de aviso prévio em até 300%, para onerar ainda mais o trabalho. Demagogia não falta para encarecer ainda mais o custo Brasil.

Gostaria de pedir a esses sindicalistas que nos demonstrem que, além da farta demagogia, possuem também inteligência e apresentem uma solução que possa resolver o atual problema. Que promovam o ressurgimento de nossas indústrias, e em condições competitivas com as chinesas. E não me venham com a velha história de que os chineses ganham US$ 20 ou US$30 mensais porque nas cidades industriais o salário do operário, em moeda chinesa, é de 2 mil RMB (mais ou menos US$ 300), maior do que no Brasil; só que com 1 RMB se compra o equivalente ao que se compra com US$ 1 no Ocidente.

Isso porque os preços internos não são inflacionados por altíssimos impostos e por leis trabalhistas demagogas. Sindicalistas não sabem nada! E não têm o mínimo senso de responsabilidade em sua consciência, para pensar nos efeitos negativos de seus atos. Só sabem falar besteiras e, enquanto “defendem” os trabalhadores brasileiros, só usam produtos chineses!

Reprodução liberada.

Giuseppe Tropi Somma é empresário e presidente da Abramaco.

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A capacidade de conseguir “olhar por cima do muro”

 

“O futuro não está à nossa frente. Ele já aconteceu.”

Kotler

 Você tem a opção de ficar à margem, lendo sobre os eventos globais nos jornais. Ou você pode escolher estar no centro dos acontecimentos que moldam o mundo.

Wilson Teixeira

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Você já está preparado para a concorrência ou está esperando a batata assar ?

Número de vistos para o Brasil mais do que duplicou num ano

O número de portugueses que foram trabalhar para o Brasil mais do que duplicou entre 2010 e 2011.

Esta notícia foi publicada hoje em Portugal:

http://economico.sapo.pt/noticias/numero-de-vistos-para-o-brasil-mais-do-que-duplicou-num-ano_137798.html

Segundo o Consulado do Brasil em 2011 foram concedidos 564 vistos temporários a portugueses, revelou o Cônsul Renan Barreto ao Económico. Um número que representa mais do dobro do número de vistos pedidos em 2010. Além disso, o Consulado revela que o número de “vistos de trabalho concedidos no último mês foi de 66″ e que “a expectativa para o presente ano é a de um número ainda maior de vistos de trabalho em comparação aos concedidos em 2011″, avança Renan Barreto.

Este aumento do número de vistos concedidos vem no contexto de crescimento do mercado de trabalho brasileiro em áreas como a construção, as tecnologias de informação, petróleo ou gás, tendo sido estimado que até 2015 este país vá precisar de oito milhões de quadros qualificados, entre os quais cerca de 100 mil engenheiros.

Wilson Teixeira

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Meus amigos, este mundo está virado

A CPMF brasileira chega à Europa

Portugal apoia iniciativa franco-alemã de acelerar projeto europeu de imposto sobre transações financeiras

Nove países, entre os quais Portugal, endereçaram uma carta comum à presidência dinamarquesa da União Europeia a pedir celeridade no projeto europeu de imposto sobre as transações financeiras, uma iniciativa franco-alemã, indicou hoje o ministro das Finanças francês.

Numa nota emitida desde Paris e divulgada em Bruxelas, o ministro da Economia, Finanças e Indústria francês, François Baroin, saúda o facto de o primeiro-ministro italiano e os ministros das Finanças de Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Finlândia, Grécia e Portugal terem subscrito a carta, na qual convidam a presidência dinamarquesa a “acelerar os trabalhos do Conselho, de forma a se alcançar uma primeira leitura do projeto de diretiva a partir do primeiro semestre de 2012″.

http://noticias.sapo.pt/economia/artigo/portugal-apoia-iniciativa-franco-alema-de-acelerar-projeto-europeu-de-imposto-sobre-transacoes-financeiras-paris_13770344.html

Wilson Teixeira

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“Se o português não trouxer uma mais valia, dão preferência aos brasileiros”

A mídia portuguesa está fervendo de notícias sobre as oportunidades de trabalho no Brasil.

O testemunho de quem já partiu à conquista do Brasil é claro: a burocracia é o grande entrave

Apesar da evidente falta de recursos qualificados que o país tem, a dificuldade em obter o visto é um dos obstáculos que encontra que quer ir trabalhar para o Brasil, diz José Guedes, um português que chegou a São Paulo antes da crise. “Não é de todo um processo simples, mesmo com um investimento no país. Tem de haver uma justificação para levarmos um recurso de fora, que vai ocupar o lugar de um brasileiro. Nesse aspecto, há um grande proteccionismo”, diz este português que dirige, em São Paulo desde 2004, a multinacional de estudos de mercado GFK.

“Claro que, se o português não trouxer uma mais valia, dão preferência aos brasileiros”, acrescenta David Seromenho”

Leia a notícia completa no link abaixo:

http://economico.sapo.pt/noticias/salarios-no-brasil-sao-mais-altos-mas-o-custo-de-vida-e-muito-superior_137707.html

Você está preparado para essa competição, ou vai perder o jogo, jogando no seu próprio campo ?

Wilson Teixeira

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Brasil vai precisar de oito milhões de profissionais altamente especializados até 2015

Este é o cabeçalho da notícia publicada hoje, na página de Economia, do site português SAPO.PT.

http://economico.sapo.pt/noticias/brasil-vai-precisar-de-oito-milhoes-de-quadros-ate-2015_137709.html

Como já comentamos anteriormente neste blog, vai ocorrer uma enchurrada de profissionais europeus desempregados, no nosso país, que vão, além de ocupar os postos de trabalhos que não conseguimos preencher, deslocar das suas atuais posições, os profissionais nacionais que não estiverem capacitados de acordo com padrões internacionais.

Acabou-se o tempo das firulas e das pós-graduações perfunctórias. Agora, a competição é para valer. Será que vamos perder o jogo, jogando no nosso próprio campo ?

Quem viver, verá.

Wilson Teixeira

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Ou você se prepara, dentro de padrões internacionais, ou vai carregar a pasta deles…

Notícia publicada na Internet portuguesa

Brasil precisa de 60 mil engenheiros

Bárbara Ladeia  
29/01/12 10:05

O Brasil está cheio de oportunidades de trabalho. Com a realização no país do Mundial de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, a carência de mão-de-obra estrangeira é maior na área de Engenharia Civil.

A aproximação do Mundial de Futebol de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016 tem aquecido o mercado de trabalho brasileiro e proporcionado diversas oportunidades para estrangeiros com objectivo de trabalhar no país. Com a pujança económica do Brasil – e o resfriamento dos mercados nas grandes potências -, a procura de estrangeiros por um espaço no mercado de trabalho brasileiro tem aumentado de ano para ano.

Mais do que a receptividade atribuída à cultura e população brasileira, a carência de mão- de-obra em sectores específicos da economia é o principal factor atractivo. O ano passado, só até final de Junho, já haviam sido autorizados 26.545 trabalhadores de outras nacionalidades a trabalhar no Brasil. A maior parte desses imigrantes – cerca de 52,92% do total – já tinha terminado os estudos universitários.

Por outro lado, desde 2008, é decrescente o número de autorizações não concedidas pelo Ministério do Trabalho. Entre Janeiro e Junho de 2011, 866 vistos tinham sido negados – cerca de 25% deles por indícios de que viriam substituir mão-de-obra nacional.

Com o país transformado num grande estaleiro de obras graças aos dois eventos internacionais que terão lugar no Brasil, um dos sectores ainda bastante desfasados no mercado de trabalho nacional é o de engenharia – principalmente civil. Segundo a ‘partner’ de Human Capital da Ernst & Young, Raquel Teixeira, há um défice de 60 mil engenheiros no mercado nacional.

Muitas oportunidades também se têm concentrado no sector de óleo e gás, uma vez que a descoberta, pesquisa e exploração do pré-sal criou novas necessidades de profissionais para o mercado brasileiro. Faltam técnicos especializados no trabalho de prospecção e gestão das actividades neste sector. Não é por acaso que as plataformas de petróleo em todo o litoral brasileiro são preenchidas por trabalhadores de diversas nacionalidades – mais estrangeiros que propriamente brasileiros.

Portugueses

A entrada de portugueses no Brasil é crescente. Em 2010, foram concedidas 798 autorizações, enquanto, entre Janeiro e Junho de 2011, o Ministério do Trabalho já havia concedido 509 vistos de trabalho para o país. A maior parte deles – 211, segundo dados do Ministério do Trabalho – têm-se direccionado para o Estado de São Paulo, cuja capital é o principal centro financeiro do país.

Segundo Raquel Teixeira, os portugueses chegam ao Brasil sobretudo para preencher cargos directivos, ou seja, já encaminhados por multinacionais com actuação em Portugal. “Geralmente os portugueses que desembarcam aqui não têm um perfil muito técnico”, adianta a responsável da Ernst & Young.

Americanos, filipinos e indianos

Actualmente, a maioria dos imigrantes que vai trabalhar para o Brasil chega dos Estados Unidos. Segundo Raquel Teixeira, a maior parte dos 7.550 americanos que conseguiram visto de trabalho no país, no mesmo período em análise, trabalham em cargos de direcção em multinacionais locais.

Entre Janeiro e Junho de 2011, o Brasil já tinha autorizado também o trabalho de 6.531 filipinos, que compõem o segundo lugar na concessão de vistos de trabalho. A maior parte deles recebe autorização para trabalhar em navios turísticos que aportam no litoral brasileiro.

Os indianos são conhecidos internacionalmente pelo trabalho na área das Tecnologias de Informação. Graças a essa habilidade, no primeiro semestre do ano passado, 3.237 foram autorizados a trabalhar no Brasil.

Brasil

O maior país lusófono do mundo é também a maior economia da América do Sul. Com mais de 192 milhões de habitantes, é o único onde se fala português em todo o continente americano. Resultado da imigração vinda de muitos países, o Brasil é uma das nações mais multiculturais e com mais diversidade de etnias do planeta.

CONCLUSÃO

Não adianta mais fazer cursos por modismo.

Mais do que nunca, agora é preciso saber identificar os cursos que lhe dão capacitação em padrões internacionais, para competir de forma séria no novo mercado.

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